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O setor agro brasileiro

O Brasil é um país que tem vocação agrícola, onde aproximadamente ¼ do PIB vem do agronegócio. As maiores culturas plantadas aqui são a soja, milho, algodão, cana de açúcar, café, laranja, hortifruti e flores. Exportamos diversos desses produtos como: soja, milho, café e açúcar e somos reconhecidos como um importante player no mercado global de commodities.

O Brasil tem uma agricultura tropical, onde podemos cultivar e produzir alimentos o ano todo, trazendo com isso importantes desafios como: necessidade de sementes de alto potencial produtivo, com alta adaptabilidade a condições climáticas e também ao manejo fitossanitário, permitindo assim um avanço importante no desenvolvimento de produtos e serviços que acompanhem essas particularidades.

O agro se dá no dia a dia pelas mãos dos mais de 5 milhões de produtores rurais que têm a missão de produzir alimentos de forma sustentável e moderna.

Marketing e agronegócio 

Acho que aqui vale mencionar que no agronegócio não há possibilidade de êxito sem entregas concretas, ou seja, a semente precisa produzir, o adubo funcionar, o pulverizador aplicar defensivos e cada vez mais com a precisão da telemetria. 

O marketing já nasce tendo que conectar o trabalho dos geneticistas, dos climatologistas,  dos pesquisadores, dos times de desenvolvimento de produto e assim por diante. Trabalhamos com uma fábrica a céu aberto e com isso  uma narrativa que busca inserir os produtos e serviços dentro das propriedades e no seu contexto mais amplo ajudando o produtor a produzir cada vez mais de forma inteligente e sustentável, apesar dos seus desafios.

Marketing e vendas assumem um papel bastante consultivo no agro, onde o marketing posiciona produtos, serviços e tecnologias que auxiliam não só na maior produtividade, mas que trazem maior adaptabilidade, segurança e rentabilidade para o produtor. Nosso diálogo vai além das porteiras das fazendas, nosso diálogo chega até os consumidores finais que hoje querem saber como os alimentos que estão nas suas mesas foram produzidos.

Importante conhecer os produtores e suas jornadas de decisão e compra e trabalhar maximizando a entrega da proposta de valor dos produtos e marcas – mais do que comunicar é preciso entregar com consistência as promessas. O marketing também tem um papel educativo muito importante produzindo conteúdo e se fazendo presente onde o produtor está – a omnicanalidade é cada vez mais uma realidade e com a pluralidade de gerações o físico e o digital ganham igual importância, mas comparado a outros países, hoje trabalhamos com agricultores mais jovens e mais conectados.

Estamos no digital, nas feiras agrícolas, nos dias de campo, nos outdoors, nas revistas, nas universidades, nas instituições de pesquisa, nos bancos e em todos os lares.

O marketing acompanha os desafios do produtor 24:7 sem intervalos e sem interrupções, e ajuda inclusive a posicioná-lo e destacá-lo como importante ator da economia mundial.

 Inovação

O agro passou por várias fases, mas as que mais impactaram e trouxeram saltos significativos de produtividade foram em ordem: uso de corretivos agrícolas, adoção do plantio direto, biotecnologia e a mais recente, o uso de dados – que irá trazer uma evolução ainda maior de produtividade e rentabilidade , possibilitando analisarmos planta a planta e tomar decisões cada vez mais precisas.

Para os anos seguintes? Aqui tem um universo de possibilidades como: nanotecnologia, uso de drones em larga escala, biofertilizantes, aumento de área de produção de agricultura orgânica, comida a base de plantas (como o Impossible Burger), máquinas autônomas, novos modelos de negócio (carbono, riscos compartilhados), robótica e outros.

Hoje no Brasil já temos mais de 1.500 agtechs trabalhando com ideias para melhorar a atividade agrícola dentro e fora da porteira, ou seja, tem muita coisa ainda por vir, o agro não para.

Graciela Mognol

CMO da Syngenta