Essa pode ser uma vantagem para sua marca em 2026

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Tempo de leitura: 6 minutos

SEUS INSIGHTS DA SEMANA

  • Soundtrends 2026: as tendências de sound branding criadas pela Soundthinkers, estúdio de marcas como Nestlé e Natura.

  • Você sabe o que é parassocialidade?

  • Dignos de clicar: uma curadoria para provocar seu pensamento e fechar a semana com mais clareza.

 

Soundtrends 2026: veja as tendências de sound branding criadas pela Soundthinkers, estúdio de marcas como Nestlé e Natura.

Em um ecossistema digital saturado, onde telas disputam atenção em milésimos de segundo, a visão já não é o único caminho para acessar o consumidor. 

O som emerge como uma via direta para emoção, memória e vínculo, capaz de criar conexões profundas enquanto o olhar está ocupado em outros estímulos.

É a partir dessa leitura que a Soundthinkers, estúdio responsável pelo sound design de marcas como Natura, Nestlé, Vivo e também o da Makers, apresenta o Soundtrends 2026, um estudo que organiza os principais movimentos de como o som passa a operar como ativo estratégico de marca e negócio.

Reunimos uma curadoria dos insights centrais do relatório e convidamos você a escutar com mais atenção o papel que o som pode, e deve, ocupar na sua estratégia.

1. Vá além do visual!

O estudo reforça que o som acessa diretamente emoção e memória, criando reconhecimento e pertencimento em menos tempo do que estímulos visuais. Em 2026, marcas líderes tratam o som como parte da identidade emocional, não como complemento criativo.

2. Estabeleça um ecossistema de marca através de códigos sonoros claros.

Com jornadas cada vez mais fragmentadas, o som surge como elemento de continuidade entre canais físicos e digitais, reduzindo fricção e aumentando recall mesmo quando a marca não está sendo vista.

3. Além do logotipo: o som como experiência do usuário (UX).

Ativos de áudio fortes (logos sonoros, vozes proprietárias e sons de UX) podem aumentar o poder de uma marca em mais de 75%. Mas uma assinatura sonora (como o “Tudum” da Netflix) é apenas a ponta do iceberg. O pensamento 360 envolve os micro-sons de interação. 

4. Construa trilhas sonoras proprietárias e tenha maior reconhecimento.

O Soundtrends 2026 mostra que trilhas alinhadas à identidade da marca geram muito mais lembrança do que músicas genéricas. 

Marcas que utilizam músicas alinhadas à sua identidade têm 96% mais chances de serem lembradas pelos consumidores do que aquelas que usam músicas genéricas ou não usam som. 

5. Quando se fala em música, vá além da estética.

Parcerias musicais passam a operar como mídia estratégica, criando vínculo cultural e comunidades, e não apenas alcance.

6. A “voz” da marca: a identidade verbal e tonal.

Em um mercado inundado por sons genéricos e conteúdo automatizado, marcas que desenvolvem vozes próprias e humanas se diferenciam com mais clareza.

7. Soundscapes: o som no ambiente físico e digital.

Paisagens sonoras influenciam tempo de permanência, humor e intenção de compra, tanto no varejo quanto no digital.

8. O bem-estar sonoro é o novo luxo.

Menos ruído, mais intenção. A curadoria sonora passa a ser percebida como valor, conforto e sofisticação.

Para aprofundar essa leitura, acesse o Soundtrends 2026 da Soundthinkers que aprofunda dados, exemplos e aplicações práticas sobre o papel estratégico do som nas marcas.

Você sabe o que é parassocialidade?

O Cambridge Dictionary escolheu “parassocial” como a Palavra do Ano de 2025. Não se trata de um detalhe semântico, mas de um sinal contundente sobre como pertencimento, afeto e regulação emocional vêm sendo buscados em um mundo hiperexposto e mediado por telas.

Relações parassociais são vínculos emocionais unilaterais, estabelecidos com influenciadores, celebridades, personagens fictícios e, mais recentemente, com agentes de inteligência artificial. Não exigem reciprocidade, confronto ou negociação, mas carregam forte significado subjetivo. Revelam menos sobre quem está do outro lado da tela e mais sobre as necessidades emocionais do nosso tempo.

Esse fenômeno se intensifica quando criadores compartilham intimidade de forma contínua e formatos como podcasts simulam conversas entre amigos. Como observa Simone Schnall, da Universidade de Cambridge, a crise de confiança em instituições tradicionais leva muitas pessoas a buscar nesses indivíduos novas referências de verdade, comunidade e afeto.

Um dado apresentado pela Talk.Inc no Innovation Festival amplia esse alerta. Cinquenta e oito por cento das pessoas já utilizaram inteligência artificial como amigo ou conselheiro para questões pessoais e emocionais. A pergunta que emerge é direta: se estamos nos habituando a relações previsíveis e sempre disponíveis com a IA, como isso afeta nossa disposição para investir em relações humanas, complexas, imperfeitas e imprevisíveis? A Talk descreve esse cenário como intimidade sintética e alerta para riscos como atrofia cognitiva, erosão da percepção da realidade e extrativismo da mente.

Relações humanas exigem frustração, desacordo, reparo e vulnerabilidade. Relações parassociais oferecem acolhimento imediato, validação constante e ausência de conflito. Isso ajuda a explicar sua popularidade, mas também seus riscos. Na Terapia de Aceitação e Compromisso, a esquiva emocional é compreendida como uma das raízes do adoecimento psíquico. Substituir interações reais por vínculos unilaterais pode funcionar como uma estratégia para evitar emoções desconfortáveis, mas, ao longo do tempo, cria fragilidade emocional e reduz a tolerância ao conflito inevitável que qualquer relação humana saudável envolve.

O parassocial não precisa ser eliminado. Ele faz parte da cultura contemporânea. O risco surge quando passa a substituir o encontro real. Emoções funcionam como bússolas, não como verdades absolutas e crescimento emocional exige atravessar desconfortos, não evitá-los.

O desafio, portanto, está em sustentar relações verdadeiras, com reciprocidade, imperfeição e profundidade.

Em um contexto marcado por relações mediadas por algoritmos e excesso de estímulos, a BPool conecta grandes empresas ao novo ecossistema de comunicação, formado por agências independentes, estúdios criativos e especialistas culturais. Ao ampliar o acesso a diferentes repertórios, visões e formas de criar, a plataforma ajuda marcas a navegar pela complexidade contemporânea e a construir visibilidade e relevância cultural ancoradas em relações reais, colaborativas e humanas. 

 

 

 

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A gente vive um tempo curioso. Nunca fomos tão estimulados e, ao mesmo tempo, tão carentes de conexão real.

 

Soundtrends 2026, mostrou que o som passa a ser uma via direta para emoção, memória e vínculo em um mundo visualmente saturado.

 

A reflexão da BPool sobre relações mediadas por telas, criadores, algoritmos e agora pela inteligência artificial oferecem conforto, previsibilidade e acolhimento imediato. Mas também reduzem fricção, conflito e profundidade, elementos que fazem parte de qualquer relação humana real.

 

Para líderes e marcas, o desafio não está em evitar essas dinâmicas, mas em entendê-las com maturidade. Podemos encontrar caminhos de criar conexões sem substituir o encontro e  proximidade sem empobrecer a complexidade do humano.

 

Deixo então uma reflexão para o fim dessa semana: como a sua marca está se conectando e o que ela está ensinando as pessoas a sentirem?

Um grande abraço.

 

 

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