Review Março: o que realmente importou (na visão de quem decide)!

Se você não recebeu essa edição, inscreva-se aqui

Tempo de leitura: 7 minutos

SEUS INSIGHTS DA SEMANA

  • Review de Março – Comunidade Makers
    Tudo que aconteceu filtrado e criado por quem lidera o mercado!

  • O consumo como linguagem: o que a Geração Z está nos dizendo?

  • Dignos de clicar: a curadoria que vai te provocar e te fazer refletir durante a semana.

Review de Março – Comunidade Makers
Tudo que aconteceu filtrado e criado por quem lidera o mercado!

Existe uma diferença entre acompanhar o mercado e moldar as conversas que definem para onde ele vai.

Março foi, para a Makers, um mês do segundo tipo. Reunimos líderes, aprofundamos discussões e trouxemos à superfície temas que vão definir a próxima fase do marketing no Brasil, com visões profundas e com prática.

Continue abaixo e reveja os principais movimentos que marcaram o mês!

NFL revela como engaja 200 milhões de fãs com a IA da Adobe. Entrevista exclusiva apresentada na Brands by Makers.

Como uma organização com 200 milhões de fãs, 32 clubes e 21 mercados internacionais cria experiências que ainda parecem pessoais?

Em parceria com Adobe a Makers trouxe com exclusividade os bastidores da conversa entre a CMO da Adobe e a VP de Engajamento de Fãs da NFL, revelando como a maior liga esportiva do mundo transforma dados brutos em conexão emocional em escala global. Uma leitura obrigatória para quem pensa orquestração de jornada com seriedade.

Veja aqui a entevista completa e mude sua visão sobre orquestração de jornada.

B is the New A | BPool
Cristina Brand, CEO da Talk, discute o papel da pesquisa na construção de marcas que sustentam relevância e performance no longo prazo.

Se marketing ainda depende de feeling para justificar decisão, o problema não está no orçamento, está na maturidade.

No episódio mais recente do podcast B is the New A da BPool, Davi Cury, Sócio e Head de operações e cultura da BPool esteve com Cristina Brand, CEO da Talk e realizaram uma conversa densa sobre o papel real da pesquisa na construção estratégica de marcas. Criatividade, dados, cultura organizacional e o que separa marketing tático de marketing maduro. Uma hora que vale o seu tempo.

Assista aqui ao episódio completo.

Chegou o Makers Academy: O novo braço de educação da Makers nasce para preparar líderes e times de marketing para o que realmente está mudando agora.

O conteúdo tradicional envelhece antes mesmo de ser aplicado. Profissionais perdem anos tentando utilizar o que aprenderam, mas o mercado já seguiu em frente.

O Makers Academy nasceu para resolver isso. É o novo braço de educação da Makers, um modelo desenhado para líderes que precisam tomar decisões agora e para times que precisam executar essa visão com profundidade e criatividade.

A turma presencial está com as últimas vagas!
Generation IA! – em parceria com a Accenture Song
Serão nos dias 9, 10 e 11 de abril em São Paulo.

Se você quer aprofundar sua visão sobre IA no marketing ou preparar o seu time para decidir, executar e liderar essa transformação, esse é o momento.

Conheça e garanta sua cadeira!

O lugar do CMO no board ainda está vazio. Quem vai ocupar essa cadeira?

 

As conversas mais importantes do marketing não acontecem em palcos abertos. Acontecem em mesas menores, entre líderes que estão vivendo as decisões em tempo real.

Em mais uma Roundtable da Makers, realizada na Accenture Song, CMOs da comunidade debateram com profundidade um tema que está ganhando cada vez mais relevância: como um CMO constrói, na prática, o caminho para ocupar uma cadeira no board? Você, leitor da Brands, sempre à frente do mercado, tem acesso exclusivo aos insights que ficaram nessa sala.

Leia os highlights exclusivos da Roundtable.


Veja as visões da SXSW por quem lidera as maiores marcas do país.

 

A SXSW é o encontro mais importante do mundo quando o assunto é cultura, tecnologia e o futuro dos negócios. E a Makers esteve lá com o quadro Caça CMO, em parceria com Luiz Menezes, CEO da Trope-se, ouvimos lideranças de marketing e CMOs da Comunidade Makers e trouxemos suas leituras e apostas direto para você.

Atravessamos o volume de informação e capturamos os sinais que realmente importam para quem está na linha de frente do marketing.

Acesse o perfil da Makers e assista os encontros e conversas da jornada!

Leia as visões de Beto Sirotsky, Co-Founder da BPool, da SXSW. Consciência, infraestrutura e a próxima década da tecnologia.

 

Beto Sirotsky esteve na SXSW e trouxe uma leitura que vai além das tendências óbvias. Consciência, infraestrutura e o que realmente está sendo construído para a próxima década da tecnologia. Uma visão densa, aplicada de quem pensa o futuro com profundidade.

Saiba a visão completa de Beto Sirotsky

Seu próximo lançamento pode ser testado com dez mil consumidores antes de você investir um real.

Imagine conversar com dez mil consumidores diferentes antes de tomar qualquer decisão de produto ou campanha. Sem recrutar ninguém, sem esperar semanas por resultados, sem abrir mão de representatividade.

Essa capacidade existe e já está sendo usada por empresas que querem chegar ao mercado com mais convicção e menos risco. Personas Sintéticas são a tecnologia por trás disso. Um modelo vivo de comportamento construído a partir de milhões de pontos de dados reais, capaz de simular como diferentes perfis reagem a produtos e mensagens antes de qualquer execução.
Veja a matéria completa e saiba mais!


O que construimos em março foi uma Comunidade se movendo na mesma direção, discutindo o que realmente importa e, principalmente, construindo repertório para sustentar decisões mais complexas.

A Makers se compromete exatamente com esse objetivo. Não para acompanhar o movimento, mas para ajudar a definir para onde ele vai.

O consumo como linguagem: o que a Geração Z está nos dizendo

 

Existe um axioma na psicologia que diz que não existe um não-comportamento, assim como não existe uma não-comunicação. Tudo comunica. Uma leitura recorrente sobre a Geração Z tende a simplificar seu modo de agir, tratando-o como impulsividade, imediatismo ou baixa capacidade de planejamento. Essa interpretação, no entanto, não leva em consideração outras camadas, mais densas e complexas.

O que uma avaliação mais cuidadosa sobre o consumo da Geração Z pode nos dizer sobre suas angústias, sua visão de mundo e suas perspectivas futuras?

Dados recentes do mercado americano, reunidos pelo Chief Marketer (2026), com base em estudos da NRF, YPulse e Pinterest, mostram que jovens consumidores têm direcionado seus gastos para aquilo que se convencionou chamar de treat culture: pequenas recompensas, acessíveis, associadas ao autocuidado e a momentos de satisfação imediata.

À primeira vista, esse comportamento pode parecer apenas uma adaptação ao cenário econômico. Mas o que os dados parecem indicar é que a ideia de planejamento de longo prazo, como o tradicional plano de cinco anos, deixa de fazer sentido para uma geração que cresceu em um ambiente marcado por instabilidade, pandemia e intensa aceleração tecnológica.

O luxo deixa de estar associado à escassez e passa a se manifestar na frequência. Não se trata mais de grandes aquisições esporádicas, mas da construção contínua de pequenos momentos de prazer, facilitada pela ampla gama de possibilidades e pela pouca fricção que canais digitais oferecem.

Cada escolha reflete também uma estética e uma busca por pertencimento e identidade. Plataformas como o Pinterest funcionam como espaços de exploração, onde referências visuais são organizadas, reinterpretadas e transformadas em microtendências. Isso exige uma leitura mais sofisticada das comunidades com as quais as marcas desejam dialogar. Mais do que nunca, é necessário compreender os códigos visuais, comportamentais e simbólicos que estruturam essas relações.

Ao mesmo tempo, a relação com a tecnologia adiciona uma camada de tensão.

A mesma geração que utiliza intensamente inteligência artificial para comparar produtos e otimizar decisões de compra também demonstra um alto nível de desconfiança em relação ao uso da tecnologia pelas marcas. A transparência passa a ser uma exigência. Selos que indicam se um conteúdo foi produzido por humanos ou por IA, por exemplo, não apenas informam, mas demonstram valores de marca e reiteram seu posicionamento.

Essa postura está diretamente conectada a um comportamento mais amplo de vigilância, já que em um ambiente saturado de informação, a validação passa a fazer parte do processo de consumo.

Ao trazer essa leitura para o Brasil, encontramos semelhanças importantes, mas também especificidades relevantes.

Estudos recentes de 2025, como os conduzidos pela Cielo em parceria com a CNN Brasil, indicam que o preço continua sendo um fator decisivo para 44% dos jovens consumidores, o que reforça um comportamento mais pragmático em relação ao gasto.

Ao mesmo tempo, o Future Consumer Index, da EY, aponta um dado que contrapõe essa lógica: 38% da Geração Z brasileira demonstra lealdade às marcas, um índice superior à média global.

Outro ponto relevante é a fluidez entre canais. A adoção massiva de Pix e carteiras digitais convive com a valorização de experiências físicas, especialmente em contextos de lazer e experimentação sensorial.

Mais do que omnichannel, trata-se de uma lógica de escolha contextual.

Por fim, a dimensão ética do consumo ganha centralidade. Pesquisas da Organicom e do Sebrae mostram que sustentabilidade e posicionamento ESG não são atributos periféricos, mas critérios ativos de decisão. Mais de 94% desses consumidores deixam de comprar de empresas que desrespeitam o meio ambiente.

Nesse cenário, marcas como Natura, O Boticário e Guaraná Antarctica se destacam não apenas pela comunicação, mas pela consistência percebida entre discurso e prática.

É importante ter cuidado ao enquadrar pessoas dentro de rótulos geracionais. A Geração Z é diversa, complexa e atravessa um período de mudanças profundas. Ainda assim, de forma geral, observa-se uma geração que consome para se regular emocionalmente, se posicionar socialmente e se conectar culturalmente.

Naturalmente, existem inúmeras nuances dentro desse olhar. O ponto crucial aqui é outro: as marcas precisam, antes de tudo, ouvir. E atuar com ética, respeito e franqueza.

 

💡A Busca do Google agora usa IA para substituir manchetes.

💡Canetas emagrecedoras movimentarão R$ 50 bi até 2030: quem ganha e perde na bolsa.

💡Integração de Manus com WhatsApp – Veja mais sobre essa novidade da Meta


Março foi um mês potente e que deixou rastros.

Fizemos leituras profundas, com os maiores CMOs da nossa Comunidade, lideranças relevantes do mercado e tudo com muito repertório, com contexto e com visões de marketing que não são óbvias.

É isso que a gente tem construído na Makers dia após dia. E trazendo a você aqui em primeia mão na Brands. Nos conte o que achou dessa edição!

Te desejo uma ótima semana! Grande abraço.

 

 

Agora, nós da Makers queremos muito te ouvir:
O que você achou da edição de hoje?

Conteúdos em destaque

Essa pode ser uma vantagem para sua marca em 2026

Descubra como a Makers uniu Avon e Tardezinha em uma parceria de beleza e cultura! Explore o impacto do TikTok Shop no e-commerce brasileiro, que movimenta bilhões por mês. Não perca os insights do CMO Day, onde líderes discutem o futuro do marketing!

LEIA MAIS >